Entrevista Com Mark, Mad Dog Cole © Isisick -
Psycho Brasil.

© Isisick
Bom, como muitos ja sabem aqui meu tcc é sobre psychobilly, e uma das entrevistas que eu fiz recentemente foi com o Mark (ex Krewmen / atual Mad Dog Cole), e nela ele fala sobre como era o psychobilly no começo. E ele achou válida a idéia de postar essa entrevista aqui. Então lá vai povo loco! Espero que gostem.
Entrevista:
Isisick / Psycho Brasil: De onde você é?
Eu nasci em Bermondsey, Londres 7 de setembro de 1962m morei lá até os quatro anos e então minha família mudou-se para Basingstoke, 70 km ao sudoeste de Londres.
Isisick / Psycho Brasil: No seu ponto de vista onde (país) o psychobilly começou?
A primeira vez que ouvi falar sobre foi no Reino Unido, Paul Fenech estava causando um tormento lá, então na minha opinião a resposta é Reino Unido. Muitas pessoas dizem sobre o The Cramps, mas eles são muito punks para mim...
Isisick / Psycho Brasil: Quem eram as influências?
Para mim, minhas influencias originais eram algo como Sonny Burgess, Johnny Burnett, The Phantom (Love me Fan-Fucking – Tastic song!) etc. algumas das bandas inglesas da época eram minha principal razão para afzer isso.
Isisick / Psycho Brasil: Como era o começo?
No começo, era tudo realmente louco! Havia muitos punk rockers e skin heads indo para os shows, você tinha a garantia de um verdadeiro wrecking violento do inferno. Muito sangue foi derramado.
Isisick / Psycho Brasil: O que fez as pessoas começarem a tocar esse tipo de som?
Eu fui perguntado sobre essa mesma pergunta a 20 anos atrás numa rádio... para mim, eu estava atrás de algo de uma “linha mais pura”. Eu tive uma presença forte no rockabilly desde do começo dos anos 70, mas eu estava ficando entediado com o “som bonitinho” feito por eles. Todo mundo estava gravando e escrevendo músicas sobre seus cadillacs cor de rosa, sobre os amores de colegial e os dias quentes na praia etc etc...
Era tudo muito legal e eu estava procurando horror, terror, morte e destruição, violência... sangue e víceras esse tipo de sentimento.
Isisick / Psycho Brasil: Onde as bandas costumavam tocar?
Nós costumávamos tocar em qualquer local que fossemos chamados. O principal lugar era com certeza o Klub Foot, Hammersmith. Se não estivéssemos tocando lá eu estava na multidão de vários eventos psychobilly. Então, como agora, eu apenas não conseguiria esse sentimento suficiente (que o psycho me deu).
Isisick / Psycho Brasil: Como era o visual das pessoas?
Como loucos sangrentos! HÁ há. Não, eles eram exatamente como agora. Muitos cabelos multi coloridos “flat-tops” (boiei), todos os tipos e tamanhos de cabelos raspados. Não se esqueça que lá havia muitos punks e skins indo nos eventos, então as roupas eram dos mais variados estilos. Os psychobillies eram principalmente os branquelos, e jeans
Isisick / Psycho Brasil: Como o mundo encarou o psychobilly no começo?
A cena na Inglaterra por volta dos anos 80 era vasta. O Klub Foot tinha absolutamente centenas de eventos, e o lugar estava tão lotado, era “mental”. A fila fora do lugar costumava ir por toda rua e virar o quarteirão. Se estivesse chovendo, seu cabelo estava fudido antes mesmo de vc entrar no show. A maior parte do tempo pava-se esperando para entrar, e você já estava fudido antes mesmo de chegar na frente da porta.
Isisick / Psycho Brasil: O que os psychos esperavam da cena?
Pelo o que me lembro, tudo o que eles queria era estar totalmente nos acordes das musicas do psychobilly. A cena era ainda muito nova quando eu entrei, e havia apenas uns 4 ou 5 de nós na minha cidade. Todos os outros estavam no bonitinho rockabilly, com as camisetas rosa e preta de boliche e os botões bem presos! (calças). Nós tínhamos que viajar para Londres para escutar algum som psicótico do psychobilly.
Isisick / Psycho Brasil: Alguma coisa mudou do começo para agora?
Para mim o que mais mudou é a falta de cena no Reino Unido hoje. Os seguidores não estão mais tão numerosos como nos velhos tempos. Eu era sempre recompensado por ser uma múscio do psychobilly. E também todo mundo parecia ter a mesma idade. Hoje em dia, a idade diferencia entre os mais novos até os seguidores de 40 anos.
Isisick / Psycho Brasil: O que você tem em comum com o psychobilly?
Eu sou totalmente demente! Para qualquer um que tenha me conhecido desde o começo, eles lhes dirão que eu sempre escutei psychobilly, especialmente quando eu estou dirigindo. Eu amo o som puro que ele produz.
Isisick / Psycho Brasil: O que você faz em relação a música, e o que você espera fazer?
Eu realmente quero fazer uma tour pelos estado unidos em 2009. Eu literalmente recebo centenas de emails dos psychobillies de lá, então essa será uma prioridade da banda. Se todo mundo de lá que mandou email for no show eles precisariam de uma avenida do inferno!!
Jim e eu acabamos de terminar de escrever o segundo álbum, e escutamos os comentários etc sobre o Ultra Violence, agora deveremos apenas concluir o que nossos fãns tem pedido, eu estou voltando para a “zona” que eu costumava estar quando escrevia novas musicas então o som deve sair exatamente como era originalmente.
Embora muitos tenham falado de mim durante esses anos, fui EU quem escrevi pelo menos 99% das letras dos três primeiros álbuns do “K-MEN”, e nada e ninguém pode tirar isso de mim. Todos os re releases removeram meu nome deles, dos encartes e das capas.
QUE MERDA DESESPERADORA PARA UM RECONHECIMENTO NÃO?
Eu ouvi dizer que Tony Macmillan está agora numa banda de pub... desejo a melhor sorte pra ele.
Eu ainda não tenho nada diretamente contra Tony, apenas do lugar que ele veio, se ele me ligasse hoje eu ainda conversaria com ele. Em outubro de 2006 nós conversamos sobre reviver o K-men, mas problemas externos não permitiram que isso acontecesse. Eu apenas espero que ele agora tenha visto quanto aqueles problemas manteve ele preso durante os anos!
Isisick / Psycho Brasil: Como você explica o psychobilly hoje no seu país?
Se mantendo. Há alguns promoters mantendo a cena agora. Mick Geary do Speedfreaks é um dos principais, e ele é um homem top no meu ponto de vista. Mais poder para “va Mick” “acho q foi escrito errado)
Isisick / Psycho Brasil: Alguma coisa mudou na cena?
Sim e eu estou feliz por isso! Se isso não tivesse acntecido, o psycho seria apenas uma memória agora. Apenas uma evolução, se alguma coisa não muda a essência do porquê existir então isso morre. O Psychobilly não vai morrer, ele apenas vai estar envolvido em algo diferente, algo novo, algo excitante, e algo novo para ser descoberto. Enquanto ele não perder suas lembranças na história, ele estará vivo pra sempre.
Final:
Eu gostaria de terminar agradecendo uma lista de pessoas que estão comigo desde o meu retorno.
- “Lomax” (Martin) e Caroline for the original contact email.
- Jim Jeffries for being a damn good mate through all the trauma getting here. Lee Barnett e Paul “Choppy” Lambourne por querer fazer parte disso tudo.
- Alex e Anni da Alemanha que fizeram meu site. (www.maddogcole.com ) Ótimo trabalho pessoal.
- Billy “Tombstone” por todas as questões e suporte.
- Lonesome (Mental Hell) por ser uma verdadeiro amigo e cúmplice, mesmo se ele não torce pela Arsenal!!
- O patrocinador das minhas jaquetas e casacos de palco, Adam, (www.supernal-clothing.co.uk). Obrigada amigos, trabalho maravilhoso.
- Meus filhos, Katie-Louise, Gracie-Rose e Thomas que fizeram os backing vocals em Blue army , no álbum Ultra Violence.
- E todos os fans que foram aos festivais e tours para ver se o MadDog ainda estava lá………. Eu espero que vocês não tenham se desapontado!!
- E minha mulher Ruth, who, lets face it, if she said I wasn’t allowed out to play with my friends, I wouldn’t be back in the scene now! Amo você querida!
O MadDog está de volta para ficar, e quanto mais rápido as pessoas nos verem, o mundo se espalhará melhor. MadDogCole está renascido, e o dia que as forces da escuridão me chamarem de volta para baixo da terra, é melhor eles estarem preparados para um novo tipo de inferno... um tipo que eles só podem temer...a regra do filho do Satanás!!!
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